
a pseudo demiurgia
(aqui ainda era latência do Filho. deixo como registro do percurso)
retrato da cisão: eles consideram a racionalidade social como algo separado da racionalidade do "mundo". como se isso fosse possível.
pensar o social como separado do natural, eis a alienação primária.
eis a gênese da separação.
porque se alienaram tanto do mundo, reclusos num pseudo mundo à parte, criaram o mito da "razão social": uma demiurgia própria sem nenhum nexo de causalidade com a criação. a odisséia burguesa é essa loucura na prática, camuflada por uma ideologia q em última análise reinvindica aquele nexo causal em seu discurso de auto-legitimação. a esquerda denuncia a mentira mas não percebe q essa mentira é uma paródia da verdade, por isso faz uma negação indeterminada, q fica só no primeiro momento e não realiza a negação da negação: não nega a negação do nexo causal.
ou seja, reforça a ideologia do Esclarecimento. a falsificação do Logos os faz recair no mito da torre Babel.
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realmente o Esclarecimento remete ao mito: a falsa modernidade é Torre de Babel e é Labirinto.
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no mito da razão social a contradição materialista/idealista sobe até o último andar da torre: o natural no homem é o seu não-dito.
ou seja, inversão total.
(pós-escrito: o efeito Babel atinge tanto este quanto aquele.
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a recusa como prerrogativa do pensamento:
sugiro à esquerda desse mundo (da qual me encontro me encontro à esquerda) confirir o tema da Campanha da Fraternidade desse ano: "Não podeis servir à Deus e ao dinheiro" e passe os olhos pelas invectivas explícitas q a campanha faz contra "um sistema sócio-econômico baseado na exploração do trabalho e na acumulação de capital q cada vez mais divide o mundo em zonas de luxo e miséria", "q instrumentaliza a vida" e é antes de tudo "sinal de morte".
parecem, essas declarações, autocríticas burguesas?
"católico" é o termo q exprime a universalidade do cristianismo. é um epíteto.
para o cristianismo não foi o "capitalismo" q triunfou mas um homem. esse homem se revoltou com a intromissão da Igreja em assuntos temporais e aos males da uniformidade eclesiástica, somou os males de outra uniformidade separando-a formalmente da influência da Igreja através da Paz de Westfália.
esse homem só se reconhece no que faz - caiu no terrível engano de Protágoras - e como o ser não pode se reconhecer a partir de si mesmo, o caminho para o fetiche se abriu sobre o abismo: o capitalismo é o ponto de chegada de um homem q só se reconhece em coisas, ou idéias (a coisa abstraída) porque coisificou a si mesmo quando recusou o parâmetro eterno e EXTERNO de reconhecimento.
o capitalismo é obra desse homem e não esse homem, obra do capitalismo.
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Debord...
ele foi um dos poucos marxistas a enxergarem a modernidade como aparência. chegou bem perto da verdade quando a remeteu à uma paródia mas não desenvolveu essa tese, q é explosiva.
não faz mal, eu também sou Debord