9 de jun. de 2010


רוח הקודש

minha hora.
a "memória perigosa".




o mundo Babel:
parte I










o livro mágico que Ofélia recebe do fauno fala de uma tragédia ocorrida quando "o mundo era jovem". um monstro invadiu a árvore e não a deixa crescer
e não deixa nada nela

florescer.

quando o mundo era jovem e os homens e a natureza eram uma coisa só, a intuição de um criador ou criadores era espontânea. os "comos" e os "porques" diferiam de cultura para cultura mas não se discutia o fato da criação e do(s) criador(es).
não havia ainda a ilusão de separação que o mundo Babel iria produzir mais tarde.
o homem ainda não havia caído de seu lugar.
ainda não havia renegado sua condição de criatura.

para onde se dirige o meu olhar?

para onde está minha origem
de onde sou,
solo semita.
do deserto, das grandes campinas.

a unidade na multiplicidade. o gênio teológico do oprimido:
o homem simples, o pastor, o nômade.
então esse homem contemplava a criação, percebia não só a admirável coerência do mundo como também via nos entes, mensagens. o criação não era arbitrária, ela falava do seu criador, ela revelava seu pensar, Sua

palavra.

todos os povos falam de uma "era de ouro" na aurora dos tempos onde os homens viviam em paz entre si e com a natureza.
nomadismo, mundo das tendas, a saudade do não-vivido.

os antigos sabiam das coisas.
e entre eles, o singular dos singulares: o pensamento hebraico.

houve mesmo um "paraíso".
haviam sociedades humanas em estado de éden (harmonia)
comunidades, tribos, oikos.

inocentes de.

então veio a queda.
o homem arrogou a si mesmo decidir o que é o bem e o que é o mal.
códigos, constituições, o "Direito" moderno.
o fruto proibido.
e o homem desprezou "A palavra" em nome de sua palavra. e sua palavra se fragmentou em mil estilhaços de confusão generalizada: Babel.

e o homem perdeu o sentido de seu ser.
morreu.


orgulho.
soberba
vaidade
ambição.
arrogância
prepotência.

(não parece uma torre?)

vivemos num mundo erguido por um homem que desafiou Deus.
num mundo erguido por um homem que nega a existência de Deus para afirmar a si mesmo.
um mundo onde Deus não tem nada a dizer.
onde Ele não faz a menor diferença.

sua existência é negada
sua vontade, desprezada
sua palavra, desmoralizada

esse é o mundo em que vivemos
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a seguir: a Torre de Babel e o Iluminismo.
ainda esse mês: o Dilúvio e as invasões "bárbaras" (as de ontem e as que estão vindo)
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obs: o Deus de que falo é o Deus da Bíblia, é Iahweh Deus criador do universo, é o Deus de Abrãao, Isaac e Jacó, o Deus de Noé, Daniel e Jó, o Deus dos profetas, o Pai de Jesus Cristo e o Deus do cristianismo que é trino na unidade, puro amor relacional.

ESSE Deus e nenhum outro, e nenhum Dólar, e nenhum Eros, e nenhum Leviatã.