
o Dilúvio
a submersão
Elam
"teriam os deuses se arrependido de ter feito o homem?"
Canaã
"e arrependeu-se o Senhor de ter feito o homem sobre a Terra e isso lhe pesou no coração".
a tradição hebraica guardou a lembrança de uma grande inundação no crescente fértil e associou essa calamidade com a volta ao caos original.
"nossas habitações, nossas lavouras, nossa gente...tudo se perdeu, tudo submergiu."
o cosmo se desfaz no caos.
contudo um pequeno resto volverá.
uma alegoria sobre as duas colunas tendo como plano de frente um cataclisma natural
rigor e misericórdia.
mas agora e Dabar é a fino modo.
o que permanece se aproximou.
o caos social.
o dilúvio é a invasão que inunda uma ordem estabelecida.
é uma vez e para sempre - há muito abrira-se o precedente - o veredito do permanente contra o transitório que quis subir à permanência.
a primeira torre foi desamparada, a segunda foi abatida, esta será submersa.
do mar subiu, ao mar voltará.
do mar vermelho: o mar interior
as fossas abissais do egoísmo, do abismo interior.
e toda cobertura será coberta
2010
Dabar
"a redenção de toda carne é vinda perante a minha face".
tudo o que era sugerido tomou forma na plenitude do tempo e vimos sua glória e vimos
nossa miséria.
o tipo apareceu
o verbo encarnou.
o mundo romano, feito para durar 10 mil anos, foi destruído pelo dilúvio.
e viu o Senhor que a maldade daqueles homens havia se espalhado grandemente sobre a Terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração.
e havia gigantes naquele tempo.
Augusto, Tibério, Tito, Diocleciano
e romperam-se as comportas do abismo e a inundação bárbara prevaleceu sobre a cidade dos homens.
e as águas góticas prevaleceram excessivamente sobre a terra dos gigantes.
contudo um pequeno resto
pairou.
e a ArcaNoiva pairava sobre as águas.
o Filho nunca não foi tudo.
porque se esquecem de Noé?
raiz: consolar.
e o que permanece se aproximou.
descida.
vinda.
chegada.
objetivação.
difícil encontrar as palavras para traduzir o que meus olhos estão ouvindo: os opositores reeditaram o mundo que desapareceu sob as águas.
eles reeditaram Roma.
eles chamam isso de Renascimento
e é necromancia.
eles chamam isso de Iluminismo
e é "a grande noite do povo"¹
instigados pelo o Acusador eles reegueram mortos.
e não só os de Roma.
mas também os de Atenas
múmias do Egito
pederastas de Sodoma
a grande Babilônia
o Mundo Babel
cada metrópole desse mundo é uma maquete da solidão, são zigurates habitados, depravações que zombam de Deus a céu aberto e a casa de Faraó, Janes e Jambres.
com seus Ovídios e Cíceros, enfim
com seus gigantes.
e por ser Babel também é labirinto
os bárbaros continuam na periferia, excluídos da civilidade imperial.
acima e abaixo das comportas
e a insensibilidade dos homens resseca toda Terra e é continuamente interesseiro todo desígnio de seu coração.
e o "também depois" (que agora se cumpre) faz-se aqui: os nefilins voltaram.
"o fim de toda a carne é vindo perante a minha face".
mas onde abundou a morte superabundou a vida.
milhares de arcas, milhares de milhares de arcas
"e toda a carne verá a salvação de Deus"
e nunca mais o lugar dos homens será destruído assim.
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como era no princípio, agora e sempre
a máxima objetivação, o logos encarnado agora é enquanto
"volta"
"vinda"
abrirei minha boca em parábolas, manifestarei o jamais visto:
quem não estiver no O filho perecerá no dilúvio social globalizado,
na devastação universal levada a cabo pelos bárbaros modernos, quando todas as periferias do mundo romperam as comportas da repressão e chegarem ao centro do labirinto.
estou sob os carvalhos de Mambré
logo serei visita
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1- do hinário das Ceb's