29 de jun. de 2010


o Dilúvio

a submersão



Elam
"teriam os deuses se arrependido de ter feito o homem?"

Canaã
"e arrependeu-se o Senhor de ter feito o homem sobre a Terra e isso lhe pesou no coração".


a tradição hebraica guardou a lembrança de uma grande inundação no crescente fértil e associou essa calamidade com a volta ao caos original.

"nossas habitações, nossas lavouras, nossa gente...tudo se perdeu, tudo submergiu."
o cosmo se desfaz no caos.
contudo um pequeno resto volverá.

uma alegoria sobre as duas colunas tendo como plano de frente um cataclisma natural

rigor e misericórdia.

mas agora e Dabar é a fino modo.
o que permanece se aproximou.

o caos social.
o dilúvio é a invasão que inunda uma ordem estabelecida.
é uma vez e para sempre - há muito abrira-se o precedente - o veredito do permanente contra o transitório que quis subir à permanência.
a primeira torre foi desamparada, a segunda foi abatida, esta será submersa.
do mar subiu, ao mar voltará.

do mar vermelho: o mar interior
as fossas abissais do egoísmo, do abismo interior.

e toda cobertura será coberta

2010
Dabar
"a redenção de toda carne é vinda perante a minha face".

tudo o que era sugerido tomou forma na plenitude do tempo e vimos sua glória e vimos

nossa miséria.

o tipo apareceu
o verbo encarnou.

o mundo romano, feito para durar 10 mil anos, foi destruído pelo dilúvio.
e viu o Senhor que a maldade daqueles homens havia se espalhado grandemente sobre a Terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração.

e havia gigantes naquele tempo.
Augusto, Tibério, Tito, Diocleciano

e romperam-se as comportas do abismo e a inundação bárbara prevaleceu sobre a cidade dos homens.
e as águas góticas prevaleceram excessivamente sobre a terra dos gigantes.
contudo um pequeno resto

pairou.

e a ArcaNoiva pairava sobre as águas.

o Filho nunca não foi tudo.
porque se esquecem de Noé?
raiz: consolar.

e o que permanece se aproximou.
descida.
vinda.
chegada.

objetivação.

difícil encontrar as palavras para traduzir o que meus olhos estão ouvindo: os opositores reeditaram o mundo que desapareceu sob as águas.
eles reeditaram Roma.
eles chamam isso de Renascimento
e é necromancia.
eles chamam isso de Iluminismo
e é "a grande noite do povo"¹

instigados pelo o Acusador eles reegueram mortos.
e não só os de Roma.
mas também os de Atenas
múmias do Egito
pederastas de Sodoma

a grande Babilônia
o Mundo Babel

cada metrópole desse mundo é uma maquete da solidão, são zigurates habitados, depravações que zombam de Deus a céu aberto e a casa de Faraó, Janes e Jambres.
com seus Ovídios e Cíceros, enfim
com seus gigantes.

e por ser Babel também é labirinto

os bárbaros continuam na periferia, excluídos da civilidade imperial.
acima e abaixo das comportas
e a insensibilidade dos homens resseca toda Terra e é continuamente interesseiro todo desígnio de seu coração.
e o "também depois" (que agora se cumpre) faz-se aqui: os nefilins voltaram.

"o fim de toda a carne é vindo perante a minha face".

mas onde abundou a morte superabundou a vida.
milhares de arcas, milhares de milhares de arcas

"e toda a carne verá a salvação de Deus"

e nunca mais o lugar dos homens será destruído assim.
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como era no princípio, agora e sempre
a máxima objetivação, o logos encarnado agora é enquanto

"volta"
"vinda"

abrirei minha boca em parábolas, manifestarei o jamais visto:

quem não estiver no O filho perecerá no dilúvio social globalizado,
na devastação universal levada a cabo pelos bárbaros modernos, quando todas as periferias do mundo romperam as comportas da repressão e chegarem ao centro do labirinto.

estou sob os carvalhos de Mambré
logo serei visita
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1- do hinário das Ceb's